Drogas sintéticas: o que são e quais os danos à saúde

Comprimidos de Drogas Sitéticas

O consumo e a produção de drogas sintéticas, isto é, as drogas 100% feitas em laboratório, sem a presença de algum componente natural, têm crescido no mundo todo. Segundo dados do Escritório de Drogas e Crime da Organização das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês), só em 2014 surgiram 100 novos tipos dessas drogas, enquanto que, no período de 2008 a 2013, o número chegou a 350.

Em vários países desenvolvidos, as drogas sintéticas têm substituído os outros tipos de droga na dependência química, já que as agências de vigilância sanitária e de combate ao narcotráfico ainda desconhecem muitas versões. Só em Nova York, por exemplo, elas são as responsáveis por centenas de internações mensais, o que fez a cidade decretar estado de emergência nas primeiras semanas de abril de 2014.

Na América Latina e principalmente no Brasil, essas drogas, apesar de “escondidas”, já estão fazendo estragos. Baladas eletrônicas e festas em faculdades são o principal ponto de consumo dessas drogas, que são fortemente relacionadas aos jovens e a um público mais abastado. Por isso, os traficantes se autointitulam VIPs, em contraste com os fornecedores de drogas mais populares, como a maconha e o crack. Estados como o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, por exemplo, são alguns dos locais com forte aumento da presença dessas drogas, que vêm sobretudo da China e da Índia.

Segundo especialistas e estudiosos no assunto, as drogas sintéticas são até 100 vezes mais fortes que outros tipos de drogas e já podem causar a morte num primeiro consumo, em virtude de sua potência alucinógena. Casos horríveis, como o de um britânico que matou a própria mãe em 2013 e o de um jovem brasileiro que pulou do alto de um prédio em Cancun em janeiro de 2015, mostram que essas drogas têm um altíssimo arsenal dissimulativo, deturpando a realidade e criando cenários que não existem no mundo físico.

 

O que são

Assim, as drogas sintéticas estão no radar dos principais órgãos de saúde pública do mundo, destacando-se como uma geração desenfreadamente perigosa e nociva. De acordo com psiquiatras, elas se diferem de outras drogas por serem fabricadas completamente em laboratórios, através de substâncias químicas psicoativas. Fáceis de produzir, elas não demandam nenhuma estrutura supermoderna ou de ponta. Basta um pequeno espaço, onde podem ser feitos os experimentos e as fusões químicas que darão origem às drogas.

Dentre essas drogas, estão nomes já conhecidos no mercado e na mídia, como o ecstasy e o LSD. No entanto, o que mais assusta são as novas drogas, que, por serem completamente desconhecidas por parte dos governos e das agências de vigilância, são vendidas livremente na Internet, em sites que vendem de tudo um pouco, de ar-condicionado e móveis para escritório até essas substâncias com nomes pouco elucidativos. Algumas das novas drogas são a “flakka” e o “Meow Meow”, da classe dos legal highs.

Até mesmo drogas naturais têm passado pela sintetização. Segundo a classificação de drogas vigente na literatura médica, hoje há as drogas naturais, as sintéticas e as semissintéticas, em que produtos naturais sofrem alterações no laboratório para ganhar potência e se tornarem mais fortes e perigosos ainda.

 

Os danos à saúde

Dessa forma, o que se vê são substâncias químicas que podem destruir a saúde e a vida de qualquer usuário. Dentre as reações adversas, estão a arritmia cardíaca, a insuficiência renal, o acidente vascular cerebral, crises convulsivas, febres altíssimas (hipertermia) e infartos do miocárdio. Além disso, no cérebro, essas drogas criam paranoias, alucinações, uma agressividade fora do comum, psicoses e até mesmo depressão, durante e depois do uso.

Hoje em dia, são mais de 500 tipos de drogas sintéticas, que ocasionam uma dependência química bastante nociva. Por isso, especialistas apontam que o tratamento é possível, mas longo. É fundamental, para isso, que a pessoa tenha um intensivo acompanhamento médico, bem como faça parte de clínicas especializadas no assunto, onde ela poderá ter contato com pessoas que já passaram ou estão passando pelo mesmo problema ou ainda desenvolver atividades lúdicas que a afastem do vício. É um caminho árduo, mas estritamente viável, em que, se a pessoa tiver interesse e se esforçar, poderá se livrar da forma mais eficiente da dependência.

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